itemtype="http://schema.org/WebSite"> Alerta sério para Portugal

Alerta sério para Portugal

Os dois fortes sismos que atingiram recentemente a Venezuela, com magnitudes de 7,2 e 7,5 e apenas 39 segundos de intervalo, voltaram a colocar em evidência o risco sísmico e de tsunamis em várias regiões do mundo. Apesar de o alerta de tsunami emitido após os abalos não se ter confirmado, o tema reacendeu as preocupações em torno da preparação para este tipo de fenómenos naturais, incluindo em Portugal.

 

Segundo dados divulgados pela UNESCO em 2022, existe uma probabilidade considerada muito elevada de ocorrer um tsunami com pelo menos um metro de altura no Mar Mediterrâneo durante os próximos 30 anos. O organismo das Nações Unidas alerta que não se trata de saber se esse cenário acontecerá, mas sim quando poderá ocorrer, defendendo um reforço das medidas de prevenção e de sensibilização das populações.

 

Embora os países da bacia mediterrânica, como Grécia, Itália e Turquia, sejam apontados como os mais expostos, Portugal também enfrenta riscos associados a tsunamis, sobretudo devido à sua localização atlântica. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), zonas do Algarve, como Portimão, Lagos e Faro, poderão ser atingidas em cerca de 20 a 30 minutos caso ocorra um sismo de grande magnitude no Atlântico.

 

Portugal integra o Centro de Vigilância para Tsunamis da Europa e Noroeste Atlântico, dispondo de sistemas de monitorização e alerta, embora especialistas continuem a defender um reforço da preparação e da informação junto da população.

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