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Luto: Faleceu o realizador João Canijo, aos 68 anos

O panorama cinematográfico nacional acordou em choque com a notícia da morte de João Canijo, um dos realizadores mais singulares e influentes da sua geração.

Aos 68 anos, o cineasta foi vítima de um ataque cardíaco fulminante durante a noite, na sua residência. Segundo o produtor Pedro Borges, o corpo foi encontrado pela sua empregada doméstica ao início da tarde desta quinta-feira.

Natural do Porto (10 de dezembro de 1957), João Canijo deixa um vazio impossível de preencher na Sétima Arte, onde se destacou pela forma crua, intensa e tecnicamente irrepreensível como filmava a identidade e a tragédia familiar portuguesa.

Do mestre Oliveira ao Urso de Prata em Berlim
A carreira de João Canijo foi pautada pelo rigor. Formou-se sob a influência de gigantes, tendo sido assistente de realização de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Alain Tanner. No entanto, rapidamente encontrou a sua própria voz — uma voz que não tinha medo de mergulhar no “Portugal profundo” e nas relações humanas mais complexas.

O seu legado é vasto e premiado, destacando-se obras que redefiniram o cinema contemporâneo:

“Sangue do Meu Sangue” (2011): Um épico sobre o amor familiar que conquistou o mundo, arrecadando o Prémio da Crítica Internacional em San Sebastián e percorrendo mais de 60 festivais.

“Mal Viver” e “Viver Mal” (2023): O seu projeto final de grande fôlego. Com “Mal Viver”, Canijo conquistou o Urso de Prata (Prémio do Júri) no Festival de Berlim, elevando Portugal ao topo da elite cinematográfica europeia e tornando-se o candidato português aos Óscares. Venceu também os Globos de Ouro da SIC, em 2024.
Um método único de trabalho
João Canijo era conhecido pelo seu método de ensaios exaustivos, onde os atores viviam as personagens meses antes das filmagens. Esta dedicação resultou em interpretações inesquecíveis de nomes como Rita Blanco, Anabela Moreira ou Cleia Almeida, atrizes que se tornaram rostos indissociáveis da sua filmografia.

A morte de Canijo encerra um capítulo dourado do cinema de autor em Portugal. Fica a obra de um homem que filmou o “mal viver” com uma beleza e uma verdade que poucos conseguiram igualar.

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