‎ itemtype="http://schema.org/WebSite"> % massacre autêntico: Famalicão só venceu em casa do FC Porto

massacre autêntico: Famalicão só venceu em casa do FC Porto uma vez:

Única vitória dos minhotos em casa do FC Porto nasceu num jogo surrealista nas Antas, em 1992/93. Foram quase 50 remates dos dragões! Equipa de Carlos Alberto Silva esbarrou nos ferros e num Tó Ferreira invencível na baliza, tombando com um golo de canto do central, que tinha saído do banco para resistir ao cerco portista.

Imagem do autor Pedro Cadima

Pedro Cadima

O competitivo Famalicão, agora sério aspirante europeu, chega ao Dragão para tentar potenciar a crença, ao mesmo tempo que a luta pelo título segue vibrante, com o FC Porto mais confortável após o triunfo em Braga. Os minhotos têm sido presa difícil nos últimos anos, mas ainda não lograram um rombo histórico no âmago portista como o choque perpetrado em 1992/93, quando saíram vitoriosos das Antas, graças a um golo solitário de Vieira. De nada valeu à equipa de Carlos Alberto Silva um amasso de quase 50 remates, numa noite de sonho de Tó Ferreira entre os postes e de caprichos dos deuses que faziam as bolas namorar os ferros. O vendaval portista redundou numa derrota que, mesmo assim, não invalidou a conquista do campeonato pelos dragões.

José Rafael Vieira, que esteve também num 0-0 no mesmo estádio na época seguinte, contempla essa viagem inesquecível de um herói inesperado saído do banco, quando foi lançado por José Romão, apenas para ajudar a aliviar a enxurrada de perigo. “Foi um massacre autêntico! E fomos à frente marcar num canto. Foi histórico, era algo praticamente impossível. Nesse campeonato estivemos 12 jogos sem perder, portanto não éramos tão maus. Mas, de facto, foi um massacre”, lembra o antigo central, brincando com as memórias associadas a esse surreal encontro. “Na saída de Famalicão, alguns colegas diziam na palhaçada ao motorista para colocar o autocarro dentro do estádio à frente da baliza. E o Lila com as suas habituais piadas, dizia ‘não vale a pena, que eles vão partir os vidros e não vamos aguentar’. A verdade é que conseguimos, com muito sofrimento à mistura. O Tó Ferreira defendeu tudo, bolas impossíveis. Ainda agora revi o jogo na RTP Memória, foi impressionante, perdi a conta aos remates e cantos. Fomos felizes, mas lutámos por isso! Quando chega esta data, ainda recebo mensagens de famalicenses”.

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