Rodolfo Reis admite:”FC Porto vulgarizou o Benfica, mas deixou fugir um jogo que tinha nas mãos”.
Há um FC Porto que entusiasma e impõe respeito, e foi esse que Rodolfo Reis viu durante uma primeira parte de clara superioridade frente ao Benfica.
O antigo capitão destacou uma equipa organizada, intensa e lúcida, capaz de dominar o rival, chegar ao 2-0 e até ameaçar dilatar a vantagem, numa exibição que, na sua leitura, mostrou personalidade competitiva e argumentos fortes. Para Rodolfo Reis, o grande problema surgiu depois do intervalo. O FC Porto perdeu a organização e deixou o jogo partir-se, desperdiçando o controlo que tinha conquistado com autoridade.
Essa quebra, mais do que qualquer outro fator, explica a mudança no rumo da partida e deixou a sensação de que a equipa podia ter feito muito mais. Na análise às mexidas, Rodolfo Reis concordou com a substituição de jogadores condicionados por amarelos, considerando essa decisão compreensível num jogo de alta exigência. Ainda assim, apontou outra questão decisiva: quem entrou não conseguiu manter o nível, a estrutura e o critério dos que saíram. Também foi levantada a hipótese de gestão física, mas Rodolfo mostrou dúvidas e manteve a convicção de que o peso disciplinar teve influência maior nas decisões.
Apesar da frustração com a segunda parte, fica uma ideia forte: ” o FC Porto mostrou, e de forma clara, que tem capacidade para ser superior ao Benfica. Se houve erros a corrigir, também houve sinais muito positivos de qualidade, ambição e identidade. É por essa exigência e por essa capacidade de mandar no jogo que se mede o futuro portista.”



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