14 anos, dois tiros na cabeça e nenhuma emoção — o jovem de Vagos que matou a mãe foi condenado e o tribunal ficou em choque com o que viu
O Tribunal de Família e Menores de Aveiro proferiu esta sexta-feira uma decisão que ficará na memória da justiça portuguesa: o jovem de 14 anos acusado de matar a mãe, Susana Gravato — então vereadora da Câmara de Vagos — foi condenado a três anos de internamento em regime fechado, a medida tutelar mais gravosa prevista na lei para menores. O menor assistiu à leitura da sentença a partir de uma sala separada da sala principal do tribunal.
Durante a leitura do acórdão, a juíza presidente sublinhou que o tribunal deu como provado que o jovem disparou dois tiros na cabeça da mãe, pelas costas, com um revólver pertencente ao pai que retirou de casa. Após o crime, ocultou o corpo com uma manta, destruiu o telemóvel da vítima e chegou a simular um assalto para desviar as suspeitas. O depoimento do jovem — que confessou o crime e descreveu os factos com detalhe — foi corroborado pelos restantes meios de prova e testemunhos ouvidos em julgamento.
O elemento que mais perturbou o tribunal foi, no entanto, a postura do arguido durante o julgamento: não demonstrou qualquer emoção, mantendo a mesma expressão facial ao narrar a forma como disparou sobre a mãe, sem apresentar qualquer justificação para o ato. O caso remonta a 21 de outubro de 2025, quando Susana Gravato foi encontrada morta dentro da sua própria casa, na Gafanha da Vagueira, pelo marido. Menos de 24 horas depois, a Polícia Judiciária identificava o filho como único suspeito



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